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Do Planalto ao prato: a quaresma do brasiliense, mesmo longe do mar
Pode até parecer contradição: Brasília, a mais praiana das cidades sem praia, se joga com entusiasmo nas delícias da quaresma — período em que pratos com peixe, vegetais e sabores mais leves ganham o centro da mesa. A mais de mil quilômetros do litoral, o brasiliense não se intimida, pelo contrário, reinventa.
Por aqui, o bacalhau chega desfiado, com sotaque de panelinha. O tambaqui, rei das águas doces do Norte, é recebido como nobre convidado, seja assado na brasa ou em forma de croquete. E o clássico peixe na folha de bananeira, herança das cozinhas do Cerrado, transforma qualquer refeição em experiência.
A quaresma no quadradinho tem gosto de inventividade. O feijão fradinho vira salada com cheiro-verde e ovo cozido. A abóbora aparece em forma de purê ou assada com azeite e ervas do quintal. Até o tradicional arroz com pequi — queridinho que divide opiniões — ganha espaço no jejum consciente de carne vermelha.
E se engana quem pensa que comer bem na quaresma é sinônimo de sacrifício. Pelo contrário: é a desculpa perfeita para explorar mercados locais, redescobrir receitas da vó e até improvisar com o que tem na despensa.
Mesmo longe do mar, o brasiliense faz da quaresma uma festa de sabores — simples, mas nunca sem graça. Afinal, a criatividade mora aqui. No prato, no tempero e, claro, no coração do Cerrado.
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Isaac Martí
CEO - Da empresa Bonn App